Series   
Exhibitions   
About   
Process   
Contact   

Bio   







EXHIBITION  “U Q  E D I T I O N S”,  FEB 2019

PT

Chegando do Rio de Janeiro, a editora de livros de arte UQ! e a Brisa Galeria  celebram a primeira parceria.

A UQ! é uma editora de coleções. São livros de artista (“livros -objetos”) com uma característica singular: cada exemplar constitui uma peça única, um original.

Todas as obras da UQ contam com a colaboração de dezenas de tipógrafos, impressores de gravuras ou serigrafias, marceneiros, artífices em acrílico ou aço, fabricantes de papéis artesanais, moldureiros...  importantes profissionais em Portugal, Brasil e França, sempre sob o planejamento editorial e direção gráfica de Lucia Bertazzo e Leonel Kaz.

De 21/02 a 23/03 a UQ! ocupa a Brisa Galeria, com uma exposição onde o visitante pode explorar, folhear e descobrir cada um dos projectos e apresenta o seu mais novo lançamento, o livro 4CM do artista Daniel Mattar.

Serão expostos os artistas: Pedro Cabrita Reis (PT), Luiz Zerbini (BR), Antonio Dias (BR), Daniel Mattar (BR), Roberto Magalhães (BR), Wanda Pimentel (BR), Ferreira Gullar(BR)









Exhibition  R I S E , artist Daniel Mattar, NOV 2018



PT


O trabalho do fotógrafo e artista plástico Daniel Mattar inscreve-se nestas duas disciplinas e reinventa-se a partir daí numa nova  linguagem, com gramática própria e universo de características surpreendentes, por se apresentarem novas, sem aviso e sem regras inscritas à partida, no acto criativo.

Esse universo revela-se ora onírico, ora sombrio, como se a própria lente e o processo mecânico da câmara fossem não a ferramenta, mas também protagonistas das revelações e do espanto destes mundos novos que se apresentam perante nós.

O grande formato das obras patentes nesta exposição pode, à partida,não denunciar a base de trabalho do artista. Daniel Mattar sai do conforto do seu estúdio, usando como base artigos de imprensa que alertam para o aumento da temperatura global e a forma como os ciclos naturais do nosso planeta são afectados por estas alterações.

Toda a acção é desenvolvida numa superfície de 4cm , em solidão. Aqui, a tinta e papel são os protagonistas, manipulados, torcidos, conduzidos. Por fim, em total cumplicidade, criam vibrantes ondas de cor, como se fossem pinceladas violentas ou depósitos cromáticos calmos, reveladores de mensagens ou apenas apontamentos que questionam algo sem o revelar.

Esta comunicação inquieta entre os materiais e a chamada de atenção sobre uma questão global é o mote da exposição ‘Rise’.

É desta inquietude que se alimenta o olhar de Daniel Mattar. É também ela que nos guia.

“Rise” apresenta trabalhos, que pelo próprio processo criativo e pela temática envolvida assentam solidamente na contemporaneidade.

Olha o presente, arrisca uma previsão de futuro, sabendo da impossibilidade de o conseguir.

Rui Guerreiro

Curador



EN


The work of the photographer and plastic artist Daniel Mattar is recorded in both these subjects and from there reinvents itself in a new language, with singular grammar and universe of astonishing features,
since they appear new, unadvised and without rules to start off, in the creative act.

Sometimes dreamlike, others gloomy, that universe reveals itself as if the lens and the camera’s mechanical process were not the tool, but also actors of these new world’s revelations and astonishment that are
presented before us.

The great size of the patent works in this exhibition may not denounce the artist’s work’s base, to begin with. Daniel Mattar gets out of the comfort of his studio, using press articles that aware us for the raise of
global temperatures and for the way our planet’s natural cycles are affected by these changes.

The whole action is developed in a 1,5 square inch surface, in solitude.

Here, the ink and paper are the main characters, manipulated, twisted,driven. At last, in full complicity, they create colour waves, as if they were violent brushstrokes or calm chromatic deposits, revealing
messages or mere notes that question something without revealing it.

This restless communication between materials and the call for awareness about the global matter is the motto for the exposition: ‘Rise’.

It is this restlessness that feeds the eye of Daniel Mattar. It is also that same restlessness that guides us.

‘Rise’ presents works that, by its own creative process and by the present thematic, solidly fit in the contemporaneity. It looks into the present, takes a chance on predicting the future, knowing about the
impossibility of achieving it.

Rui Guerreiro

Curator






Exhibition  P I G M E N T O , artist Daniel Mattar, May 2018



PT



PIGMENTO, de Daniel Mattar, é uma série que se encontra em algum ponto entre a
precisão da câmera e a experiência do gesto, entre a limpidez da impressão e a sujidade
da tinta, entre a misteriosa alquimia das cores e sua versão contemporânea e global. O resultado nos desafia, pois, essas leituras, quase antagônicas, se sobrepõem, deixando
entrever ideias descartadas e escolhas - como um pentimento.

Em 2016 o artista decidiu sair da zona de conforto proporcionada por seu amplo domínio
técnico da fotografia e iniciou um estudo com cores e gestos, tintas e pincéis. Fez uma imersão na pintura abstrata transformando seu estúdio num atelier, e realizando grandes pinturas a óleo. O processo foi longo, gratificante, enriquecedor, mas o resultado das telas
não o convenceu.

Revisitando os resíduos dessa catarse / estudo / pesquisa / encontro, Daniel Mattar percebeu que algo intrigante e potente se desprendia das bisnagas usadas e das manchas
de tinta; remanescentes de gestos. E voltou a esses vestígios com seu olhar dilatado pela lente macro e aguçado por lentes de hiper definição.

Assim surgiu a série PIGMENTO - Narrativas das superfícies.
Nesse processo pulsaram para a percepção do artista diversas camadas de imagens: as misturas de cores aderidas aos tubos; os desgastes, texturas e volumes criando uma
topografia “planetária” nas superfícies das bisnagas amassadas. E também a herança alquímica e poética dos nomes dos pigmentos: Noir D’Ivoire , Bleu Lumière, Titanium
White, replicados obsessivamente para atender as demandas da globalização: Ombre Naturelle, Raw Umber, Ombra Naturale, Sombra Natural, Umbra Nature... algumas vezes até acrescidos de outras informações: Blue di Cobalto – Imitazione, a explicitar que o cobalto não está mais lá. Todos compulsivamente carimbados com as impressões digitais da produção industrial, os códigos de barra.

As imagens finais, impressas em grande formato, subvertem a escala original dos objetos criando uma realidade aumentada e expressiva. Realizadas em C-print elas são montadas num material de intenso brilho. São superfícies preciosas para superfícies degradadas –
mas desgastadas pelo gesto artístico, ao qual nunca falta poesia.

Denise Mattar

curadora



EN



PIGMENT, by Daniel Mattar, is a series that finds itself at some point between the precision
of a camera and experience of a gesture; between the cleanness of printing and dirtiness
of ink; between the mysterious alchemy of colors and its contemporary and global version.

The result challenges us as these almost antagonistic readings overlap, allowing a glimpse
of discarded ideas and choices - like a pentimento.
In 2016, the artist decided to leave the comfort zone offered by his profuse technical
command of photography and initiated a study with colors and gestures, paints and
brushes. He became immersed in abstract painting, transforming his studio into an atelier
and producing large oil paintings. The process was lengthy and gratifying, enriching. The
result, however, did not convince him.

Revisiting the residues of this catharsis /study/research /encounter, Daniel Mattar realized
that something intriguing and powerful was being released by the used paint tubes and
stains; the remains of gestures. He then returned to these vestiges with his eye dilated by
the macro lens and sharpened by hyper-zoom lenses. Thus was born the series,
PIGMENT- Narratives of surfaces.

During this process different layers of images were impelled by the artist´s perception: the
mix of colors stuck on the tubes and the damage, textures and volumes that created a
“planetary” topography on the surfaces of the crushed tubes. Also the alchemic and poetic
legacy of the pigment names: Noir D’Ivoire , Bleu Lumière, Titanium White, replicated
obsessively to attend the demands of globalization: Ombre Naturelle, Raw Umber, Ombra
Naturale, Sombra Natural, Umbra Nature... sometimes even adding other information: Blue
di Cobalto – Imitazione, to make it explicit that the cobalt is no longer there . All these
compulsively stamped with the digital impressions of industrial production, the bar codes.

The final image, printed in large format, subverts the original scale of the objects, creating
an expressive and augmented reality. Produced on C-print, they are mounted on intensely
shiny material. They are precious surfaces for deteriorated surfaces – though worn by the
artistic gesture, which never lacks poetry.

Denise Mattar

Curator