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Exhibition  “Photographic Drawings” , NOV 2019



PT

Photographic Drawings

Artista:

Daniel Mattar (Brasil, 1971)

“Na contramão da representação da realidade, a obra fotográfica de Daniel Mattar procura ser pintura. Técnicas atuais, câmeras e lentes de última geração e impressões cromogênicas permitiriam a Daniel nos apresentar visões de um mundo tecnológico deslumbrante. Ao invés disso, foca sua atenção nas tradicionais tintas, em traços, cores e colagens. Coisa de tempos desatualizados? Ou um aggiornamento do tempo, ajustando-o a camadas de história?

O trabalho de Daniel se mostra repleto de paradoxos entre o tecnológico e tradicional, as dimensões e os volumes. A objetiva da câmera fotográfica se foca em detalhes de poucos centímetros e transforma esse minimundo de cores e formas em ampliações de até dois metros. O dentro trazido, imensamente, para fora.”

Leonel Kaz, jornalista e curador

“ O trabalho de Daniel Mattar é feito com a inteligência do olhar no comando da emoção. Por observação e reflexão temos a certeza de que o simples é mais, e se torna universal. Seus símbolos pintados podem ser reverenciados na ilha de Creta, em Juazeiro ,em Kyoto ou Lisboa. Sua obra é um convite ao repouso e à inteligência estando numa parede que tira o sujeito das hostilidades do mundo, onde estiver.”


João Carlos Moura, artista plástico

“O trabalho do artista Daniel Mattar, se encontra em algum ponto entre a precisão da câmera e a experiência do gesto, entre a limpidez da impressão e a sujidade da tinta, entre a misteriosa alquimia das cores e sua versão contemporânea e global. O resultado nos desafia, pois, essas leituras, quase antagônicas, se sobrepõem, deixando entrever ideias descartadas e escolhas - como um pentimento.”


Denise Mattar, curadora

“O trabalho do fotógrafo e artista plástico Daniel Mattar inscreve-se nestas duas disciplinas e reinventa-se a partir daí numa nova linguagem, com gramática própria e universo de características surpreendentes, por se apresentarem novas, sem aviso e sem regras inscritas à partida, no acto criativo.

Toda a acção é desenvolvida numa superfície de 4cm quadrados, em solidão. Aqui, a tinta e papel são os protagonistas, manipulados, torcidos, conduzidos.”


Rui Guerreiro, curador



EN


Photographic Drawings

Artist:

Daniel Mattar (Brazil, 1971)

Running counter to reality representation, Daniel Mattar's photography production intends to be painting. Current techniques, state-of-the-art lens and cameras and chromogenic printing would allow Daniel to present glimpses of a stunning technological world. Instead, he focus on traditional paints, lines, colors and collages. Old school things? Or an aggiornamento of time, adjusting it to layers of history?

Daniel's production reveals to be full of paradoxes between technology and tradition, dimension and volume. The camera´s lens focus on inch wide details and transforms this mini-world of colors and shapes into 6.5 ft wide enlargements. The inside (immensely) brought outside.

Leonel Kaz,journalist and curator

"The work of Daniel Mattar is done with the intelligence of the eye in command of emotion. By observation and reflection we are sure that the simple is more, and becomes universal. His painted symbols can be appreciated on the island of Crete, in Juazeiro, in Kyoto or Lisbon. His work is an invitation to rest and intelligence being on a wall that takes the subject out of the hostilities of the world, wherever he is."

João Carlos Moura , artist

The work of the artist Daniel Mattar, finds itself at some point between the precision of a camera and experience of a gesture; between the cleanness of printing and dirtiness
of ink; between the mysterious alchemy of colors and its contemporary and global version.

The result challenges us as these almost antagonistic readings overlap, allowing a glimpse
of discarded ideas and choices - like a pentimento.

Denise Mattar, curator

The work of the photographer and plastic artist Daniel Mattar is recorded in both these subjects and from there reinvents itself in a new language, with singular grammar and universe of astonishing features,
since they appear new, unadvised and without rules to start off, in the creative act.
The whole action is developed in a 1,6 square inch surface, in solitude.
Here, the ink and paper are the main characters, manipulated, twisted,driven.

Rui Guerreiro, curator